Nem o Homem-Aranha conseguiu escapar. O popular herói dos quadrinhos também virou protagonista de um musical da Broadway, numa das produções mais caras da história do teatro. Após as HQs, a série de animação televisiva e as superproduções cinematográficas, o personagem criado por Stan Lee nos anos 60 foi adaptado para um gênero que há mais de um século faz muito sucesso no teatro norte-americano.
O musical é um gênero das artes cênicas que envolve diálogos, música e dança e que exige atores preparados e talentosos para interpretar, cantar, dançar e fazer acrobacias num mesmo espetáculo. Como gênero, o musical não se limitou aos palcos teatrais e chegou também ao cinema, onde teve sua era de ouro entre as décadas de 1940 e 1960.
Com encenações, coreografias e, principalmente, canções para os mais diferentes argumentos, as produções do gênero têm adaptado para uma estrutura narrativa, baseada em números musicais, desde clássicos literários, como "Os Miseráveis", de Victor Hugo, até animações cinematográficas para crianças, como "O Rei Leão", dos estúdios Disney.
O musical pode ser considerado a evolução de uma série de entretenimentos que fizeram sucesso no século 19, como o burlesco, o vaudeville e o show de variedades. As primeiras experiências que estabeleceram as bases do musical surgiram na segunda metade dos anos 1800 em Nova York e misturavam balé, dramas, melodramas, ópera e burlesco.
O novo gênero atraiu muitos compositores europeus que imigraram para os Estados Unidos e levaram na bagagem um tipo de opereta que era sentimental e melodiosa. Nesse momento, começaram a surgir várias peças teatrais baseadas em cenas musicais e canções. O sucesso no palco fez a linguagem dos musicais ser adotada pela sétima arte logo quando surgiu o cinema falado.



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