segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O lado bom do medo

 Frio na espinha, pelos eriçados, olhos arregalados, taquicardia, pele pálida etc. Estas são as sensações quando levamos um susto, e elas têm uma razão de ser, pois cumprem uma função fisiológica. A principal justificativa é que assim é descarregada uma substância chamada adrenalina, que leva o corpo a adotar uma postura de luta ou fuga frente a uma situação inesperada. As pupilas se dilatam para que a visão seja ampliada, ainda que não se captem os detalhes. O arrepio, na verdade, pode ser um mecanismo de defesa, já que nos períodos da pré-história nossos ancestrais manifestavam-se essa reação, que lhes conferia uma aparência horripilante. O susto desencadeia um refluxo extremado de nossa parte, pois se trata de respostas que antecedem um entendimento exato da real gravidade dos riscos. O medo, portanto, não é ruim; ao contrário, desperta o instinto de proteção e sobrevivência.

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