Sendo assim, esse longuíssimo período só pode ser reconstituído por meio da análise de fontes ágrafas, ou seja, fósseis e vestígios de cultura material, como objetos e pinturas rupestres, encontrados nas escavações paleontológicas e arqueológicas.
A distinção entre Pré-História e História surgiu na segunda metade do século XIX, entre historiadores europeus, sobretudo franceses e ingleses. Essa periodização ainda traz em si uma forte tendência eurocêntrica, pois sugere que não houve História, mas apenas Pré-História, quando não havia escrita.
Além disso, fica implícita a ideia de progresso histórico, pois parece que o pré-histórico seria um estágio inferior e o histórico, superior.
Ademais, ao se postular que a Pré-História terminou em 4 mil a.C., simplesmente são ignorados os inúmeros povos que vivem, contemporaneamente, sem escrita.
Portanto, a cultura europeia e ocidental passa a estabelecer parâmetros para a construção do passado de todas as outras culturas, ignorando a diversidade.
Assim, se é didática a periodização, não se deve utilizá-la sem ter a consciência crítica dessas reflexões e evitar incidir em posturas preconceituosas.
A Pré-História pode ser dividida em dois períodos principais: Período Paleolítico e Período Neolítico. Contudo, há estudiosos que estabelecem um período intermediário, o Mesolítico, que seria a transição entre eles.



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